Traçando caminhos

De quando eu quando, de vez em vez, sinto no dever de sinalizar minha existência neste espaço desabitado. Mais do que me expôr, sinto-me compelida a respirar por aqui para manter viva esta página e alimentá-la de gás carbônico. Deixo então meu sinal de vida alterada...

A cada quatro sonhos errantes
teço os lençóis do meu futuro
Desejos incompletos de felicidade e paixão
Trajetos fortuitos de boaventura
Amigos incontestes de vida risonha
Crianças sorridentes com fisionomia familiar
Manhãs azuis
Tardes vermelhas
Noites prateadas
Passeio na calçada de mãos espalmadas
E ao fundo o Rio dança ao som de Tom
Enquanto canto seu beijo me cala.
(2008)

Escrito por Gi às 01h36
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