E voltei

E voltei, pra marcar território, deixar rastro na areia e gritar que ainda incomodo. Posto umas coisinhas, bobagens escritas por mim, um embaralhado de palavras que talvez faça sentido a alguém, achadas perdidas nessa máquina na qual escrevo. Acho tudo medíocre, como acho o mundo medíocre e nem por isso deixo de amá-lo e adimití-lo essencial. Sigo por aí comemorando minha derrota e lamentando meu sucesso. Qualquer hora eu volto...

E como sonho que tenho

você se revela em mim, cada momento

sua alma se subleva e

me traduz você por inteiro.

Como uma folha de papel

Onde nela consiste um poema de amor

Tão explícito que chega

a dar medo.

(2004)

___________________

As vezes acho certo o que achava errado

Um caco de vidro na ferida aberta do passado

Atentado pra alma, a solidão se revela

Se faz de propósito, não sei, nem me interessa

Despropósito seria fazer um poema para o acaso

Tão repentino e ingênuo que não cabe uma palavra

Que faça dele senhor dos meus versos

Por que a sua força é fraca

E seu poder devasso

(2005)

Escrito por Gi às 22h05
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