E voltei
E voltei, pra marcar território, deixar rastro na areia e gritar que ainda incomodo. Posto umas coisinhas, bobagens escritas por mim, um embaralhado de palavras que talvez faça sentido a alguém, achadas perdidas nessa máquina na qual escrevo. Acho tudo medíocre, como acho o mundo medíocre e nem por isso deixo de amá-lo e adimití-lo essencial. Sigo por aí comemorando minha derrota e lamentando meu sucesso. Qualquer hora eu volto...
E como sonho que tenho
você se revela em mim, cada momento
sua alma se subleva e
me traduz você por inteiro.
Como uma folha de papel
Onde nela consiste um poema de amor
Tão explícito que chega
a dar medo.
(2004)
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As vezes acho certo o que achava errado
Um caco de vidro na ferida aberta do passado
Atentado pra alma, a solidão se revela
Se faz de propósito, não sei, nem me interessa
Despropósito seria fazer um poema para o acaso
Tão repentino e ingênuo que não cabe uma palavra
Que faça dele senhor dos meus versos
Por que a sua força é fraca
E seu poder devasso
(2005)
Escrito por às 22h05
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